Confira as fotos da palestra com o Dr. Synesio Lyra!

16 08 2007

Na última segunda-feira (13/08/2007), o Seminário Simonton teve a grande alegria de receber em suas dependências o conhecido Dr. Synésio Lyra, que veio dos EUA para ministrar uma interessante palestra sobre o “Ministério Cristão”. Confira um pouco do que aconteceu:

 

Para ver todas as fotos da palestra clique aqui!



Ser Racional ou Relacional? Eis a Questão!

16 08 2007

O atual cenário de violência nas principais cidades brasileiras tem aguçado a minha reflexão acerca do papel que cada um de nós, especialmente os evangélicos, tem representado no quadro maior da sociedade. Fico a pensar se a responsabilidade pela crise de segurança deveria ser atribuída à instituição política somente, ou se parte dessa responsabilidade não deveria também ser repartida com os demais agentes que integram o conjunto da malha social.

O ser humano é, por definição, um ser racional. Ele foi “programado” pela “mãe natureza” para raciocinar. Em sendo assim, não abre mão de um milímetro sequer de sua racionalidade, especialmente quando se sente ameaçado em seu status quo. O ambiente que o gerou também o induz a procurar as soluções para os problemas, tendo como referência os matizes, que determinam a sua forma de ser, pensar e agir.

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Deus Não Nos Deve Nada

16 08 2007

Deveria ser prova incontestável do amor de Deus para conosco e também prova de que Ele está disposto a nos conceder tudo aquilo de que precisamos para uma vida feliz em sua presença o fato de ele nos ter ofertado o próprio Filho para, morrendo na cruz do calvário, nos propiciar a salvação eterna.

Sim, deveria ser isto prova bastante. No entanto, há muitos cristãos que fazem rigorosas cobranças a Deus, dando-LHE ordens através das orações, como se Ele tivesse a obrigação de nos dar tudo aquilo que imaginamos ou queremos.

Não, não tem Deus dever de nos dar tudo que a nossa imaginação e pensamento desejam; Ele não nos deve absolutamente nada. Ao contrário, quem é capaz de dar o filho para salvar outrem, esse já demonstrou amor com sobras. Apesar disto, Deus ainda nos concede muitas outras coisas além do seu próprio Filho: Ele nos garante a sua paz, o seu cuidado, o sustento no dia-a-dia, enfim, muito além de tudo que poderíamos necessitar.

Que todos nós entendamos o amor de Deus para conosco e procuremos viver submissos à Sua soberana vontade. Que Ele nos abençoe! Amém!

Prof. Rev. João Batista
*O autor é pastor da IP Coelho Neto, e membro do Presbitério de Madureira. Bacharel em Teologia pelo então Seminário Teológico Presbiteriano do Rio de Janeiro, em 1990. Bacharel e Licenciado em Química pela Faculdade de Humanidades Pedro II, em 1985. Professor do Seminário desde 2000, lecionando atualmente Poimênica, Prática de Ensino e Técnicas de Comunicação. Coordenador do Departamento de Teologia Pastoral.



A Pedagogia do Exemplo

4 08 2007

Ultimamente temos notado a falta de referenciais educacionais; de “mestres” que influenciem positivamente as gerações em sua trajetória de vida. Muitos pais não ensinam a Bíblia aos filhos e, em contrapartida, muitos filhos não vêem, nos seus pais, exemplos de vida cristã que mereçam ser imitados.

Um olhar para a história de Israel no Antigo Testamento nos mostra que a nação entrou em crise todas as vezes que abandonou as Escrituras. Em razão disso, Deus proferiu uma dura sentença: “O meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede” (Is 5. 13). O afastamento das Escrituras produz uma reação em cadeia de pecado e escravidão que afeta a família e as gerações vindouras.

No judaísmo primitivo, a educação era um “produto do lar”, não se limitando ao espaço do templo ou da sinagoga; iniciava na família, abarcando todas as áreas da vida. Os educadores eram chamados de “sábios” (Pv 13. 14; 15. 7); os alunos eram chamados de “filhos” (1 Cr 25. 8; Pv 2. 1). A educação fluía mediante uma pedagogia de pai para filho; era muito mais através do exemplo do que pela transmissão de conhecimentos. O mestre era aquele que ensinava com sua própria vida.

As crianças deveriam conhecer os símbolos religiosos e seu significado. A páscoa é um exemplo: “Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício da páscoa ao Senhor” (Ex 12. 26,27).

Todas as vezes que os pais fossem questionados acerca da páscoa, teriam que recontar a história, em detalhes, para que seus filhos a aplicassem em suas vidas.

Salomão deixou-nos um paradigma educacional inquebrável: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22. 6).

Em Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire faz menção à práxis educacional e define a reflexão e ação como “momentos gêmeos”. Segundo ele, todo ensino teórico deve levar-nos a ações práticas de vida, sob pena de se tornar árido e irrelevante. Pela Graça Comum, Freire observou esta verdade que também integra o ensino das Escrituras.

A conexão entre teoria e prática fazia parte da educação judaica no Antigo Testamento. Israel orientava seus filhos através de uma didática retrogressiva, ensinando-os a olhar os exemplos do passado, sua historia de sucessos e fracassos, extraindo lições que norteassem seu futuro em uma perspectiva de acerto. Era uma educação centrada na vida – na pedagogia do exemplo.

Nossos filhos estão sempre atentos às nossas posturas e comportamentos. Nossas palavras e ações são registradas e processadas por eles, constituindo um currículo não escrito em livros e tratados de educação. Nossas palavras e ações os influencia por toda vida. Somos seus “grandes heróis”, mas podemos nos tornar seus “maiores vilões”.

Diante disso, cabe-nos fazer uma releitura do modelo educacional de Israel aplicando-o à nossa vida pessoal e familiar. Ressuscitar a pedagogia do exemplo é um dos grandes desafios para a família cristã de hoje.

Por Eurípedes da Conceição
O autor é pastor efetivo da Igreja Presbiteriana da Tijuca, Mestre em Educação Cristã pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper, autor do livro “Ensinando Através do Caráter , Membro Titular da Academia Evangélica de Letras do Brasil e Professor da Disciplina de Liderança Cristã no Seminário Presbiteriano Ashbel Green Simonton (RJ).



Viver só?

3 08 2007

Há quem pense que é melhor viver só. Há outros que não. Veja (clicando aqui) uma posição sobre o assunto no texto “Antes só que mal acompanhado?” do professor e Reverendo João Batista.