Fé, Uma Realidade Desafiadora

27 03 2009

“Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” Esta é a pergunta do final do texto (v. 8b). Uma pergunta desafiadora. A respeito da fé. Fé é uma realidade desafiadora. Um grande desafio. A ponto de Jesus dizer: Será que o Filho do homem, quando voltar, vai encontrar sobre a terra corações crentes? O desafio da fé não é exatamente intelectual, mas prático. Não se trata primordialmente de aceitação e compreensão de verdades teológicas, embora a fé delas se componha, mas de vivência da fé. Difícil não é crer em termos intelectuais: a fé é profundamente razoável, inteligente, simples, satisfatória em suas proposições. Nada tem de absurdo, nada de inacessível. Nada jamais se construiu de mais lógico e sensato no campo religioso do que a teologia cristã. Ela nos diz que há um Deus, bom e poderoso, que nos criou, que nos ama, que nos quer em sua comunhão, e que em sua Palavra nos mostra como fazer para entrar e permanecer em sua comunhão. Não é difícil aceitar e entender isso intelectualmente. Difícil é crer em termos existenciais. É colocar a fé em prática. É viver da fé, das verdades da fé. Como nos ensina a fazer a viúva da parábola. Continue lendo…



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26 03 2009



Uma Ação Exemplar de Mulher

4 03 2009

Vamos refletir sobre uma ação exemplar de mulher, registrada na história daquela que ungiu a Jesus em Betânia, às vésperas de sua crucificação. Esse texto bíblico nos apresenta um exemplo de serviço para jamais ser esquecido, e para ser seguido por homens e mulheres. Nada sabemos sobre a realizadora daquele ato – não somos informados de seu nome; não conhecemos sua idade, nem sua condição econômica, nem sua posição na sociedade; nem sequer a ouvimos falar uma só palavra no texto. Só sabemos de seu gesto tão significativo e marcante de serviço anônimo prestado a Jesus. Quem era ela? Não importa; importa o que ela fez.  A mulher não mediu esforços para servir a Jesus. Além do alto custo do perfume utilizado, não lhe deve ter sido fácil chegar até ali. Ela teve de vencer preconceitos para intrometer-se numa ceia de homens. Ela teve de se dispor a correr o risco de receber críticas; e como foram duras as críticas: ela foi acusada de desperdício, de usar mal os seus recursos – como se Jesus não merecesse toda a honra e toda a homenagem. Ela teve de superar o temor de ser mal interpretada. Enfim, quantas barreiras teve ela de ultrapassar para cumprir o seu intento. A mulher demonstrou um grande amor por Jesus, amor de quem compreende o caminho do Senhor e a entrega que faz de sua vida para a nossa salvação, amor de quem é agradecido e se faz servo de Jesus em resposta ao seu amor primeiro e maior. Por tudo isso, ela se fez exemplo para todos os cristãos. Jesus, que muito se agradou daquele gesto, manifestando diante de todos sua apreciação, disse que ela haveria de ser para sempre lembrada, e em toda parte – como nós fazemos nesta manhã. Que aprendemos com ela? Continue lendo…